Além de desatentos, como disse a Sra. Janete, refiro-me também aos pais irresponsáveis, entretanto sem generalizar. Existem situações em que os filhos são muito bem orientados, tem ótimas oportunidades e muitas vezes fazem as escolhas erradas. Nem sempre, nós pais, somos culpados pelos erros dos nossos filhos. No entanto, não podemos negar que vivemos um caos, muitos pais perderam completamente a noção do significado da palavra PAI.
Muitas vezes, a busca desenfreada pelo consumismo, tem inibido a parte mais importante da vida, que é a presença valiosa dos pais na vida dos filhos. Pais na verdade, são aqueles que orientam, educam, amparam, disciplinam e, sobretudo amam seus filhos.
Li uma frase há poucos dias que diz o seguinte: "Quando se perde um pai, perde-se o passado, quando se perde um filho perde-se o futuro". Não podemos, no entanto, perder pais nem filhos. Não podemos permitir que a perversidade humana continue proliferando numa escala tão perigosa assustadora como tem sido. Não é justo continuarmos sob o domínio do mal. É repugnante e inadmissível! É preciso que mudar!
A família precisa de limites! Pais precisam de limites para poder atribuir limites aos seus filhos. Precisamos ultrapassar todas as barreiras para assegurarmos o direito à vida, o direito à liberdade, contanto que as famílias cumpram com os seus deveres. É preciso ter como base: O equilíbrio, sem confundir liberdade com libertinagem. Somos, cada um de nós, a mudança que queremos.
Particularmente, sugiro que sejam criados projetos que reverencie a "Valorização da vida", substituir mais a propaganda comercial dos autdoors principalmente nas sinaleiras, por frases criativas. Aposto que toda a sociedade ganhará! Sugiro, tomando como exemplo a Fundação Liberato, que hoje é uma referencia mundial, que sejam criadas pequenas Fundações nos bairros onde todos os jovens de todos os níveis sociais possam desenvolver atividades, em horários extra-classe, podendo ou não pagar por isto, conforme cada caso. Certamente, muitos profissionais poderão contribuir mais e melhor com a sua comunidade. Investir na divulgação de panfletos propagando a política da boa vizinhança, e assim por diante.
Sabemos que é excelente fazermos na vida o que gostamos, no entanto é fundamental que aprendamos também gostar do que fazemos. Muitas vezes nos destacamos pela persistência em alguma atividade desenvolvida ao longo da vida e quem nem sempre correspondia aos nossos anseios. Seria maravilhoso se todo ser humano fizesse apenas o que gosta. No dia a dia, a realidade não nos coloca apenas diante do que gostamos de fazer. Como disse Stephen Kanitz "Eu respeito muito mais os altruístas que fazem aquilo que tem de ser feito do que os egoístas que só querem "fazer o que gostam".
Precisamos nos espelhar em exemplos que dão certo em outros lugares, em outros paises se preciso for. É preciso que a Educação seja a prioridade, mas uma educação com valores. Na Holanda, por exemplo, as estatísticas mostram que mais de 80% dos jovens freqüentam cursos superiores. A Educação no sentido mais amplo é um direito de todos e dever do Estado.
Acredito ainda que o segredo de um povo feliz é o relacionamento tendo como base o respeito e a dignidade. É preciso resgatar a dignidade humana. Impossível continuar convivendo com tanto sofrimento, com tanta maldade e injustiça em todos os níveis da sociedade! O valor da vida está no direito à vida. Gosto muito da citação bíblica: 2Timóteo 3:16 "Pois toda a Escritura Sagrada é inspirada por Deus e é útil para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver" , que sirva de base para todas as famílias.
E para finalizar deixo aqui uma historia:
Alexandre da Macedônia foi o mais célebre conquistador do mundo antigo, conhecido também como Alexandre, o Grande.
Conta-se que quando estava à beira da morte, Alexandre convocou os seus generais e relatou seus 3 últimos desejos:
1-) Que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época;
2-) Que fosse espalhado no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistados (prata, ouro, pedras preciosas...)
3-) Que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão: à vista de todos.
Um dos seus generais, admirado com esses desejos incomuns, perguntou a Alexandre quais as razões para tal desejo. Alexandre explicou:
1-) Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte;
2-) Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;
3-) Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.
Para refletir:
aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?
Abraços,
Por Josina Alves de Figueiró, de Novo Hamburgo |
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
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Muito madura essa crônica. Se muitos, que perambulam atordoados com a vida, pudessem adentrar nas profundezas desse conteúdo, o norte lhes seria indicado mais facilmente.
ResponderExcluirHavia lido rapidamente no Interativo. Parabéns!
Ótima escolha .
Este comentário foi removido pelo autor.
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