segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

QUANDO DEUS QUER

Quando Deus quer

Há anos atrás quando vim ao Sul, a passeio, conheci então, o pai da minha filha como o qual me casei e alguns anos depois também me separei. Vivi momentos muito difíceis por aqui, longe da terra Natal, a realidade muitas vezes parece cruel. Sofri pra caramba mas sempre na minha, até porque cada um já vive os seus próprios problemas. Assim sigo vivendo o meu dia a dia, aproveitando o maximo todos os momentos!
Adaptar-me ao estilo gaúcho então, continua sendo um desafio, no entanto tento não me preocupar com detalhes. Mas aprendi gostar muito desta terra e espero um dia, como filha adotiva poder acrescentar algo, mesmo que pequenino, em especial à comunidade de Novo Hamburgo.
Gente, tive medo, muito medo, perdi peso, e chorava amargamente no meu canto. Os meus dias pareciam não ter fim. Ainda choro, mas sempre aprendendo que aqui como em qualquer lugar, é natural sentir medo, é natural chorar.
Entretanto, confesso que me empenho muito na educação da minha filha, pois ela é o meu maior presente, a maior Benção. Hoje o mais importante é que tenha sempre as Mãos de Deus nos guiando e nos protegendo sempre. Sem Deus nas nossas vidas não somos nada. Ele é o principio , o meio e o fim de toda a Sua criação.
A dificil experiência me fez enchergar que a sensibilidade fica à flor da pele, e o perigo é constante, principalmente nos momentos de fragilidade, corremos sérios riscos de seguir por caminhos tortuosos, inconscientemente poderemos nos atirar no lamaçal, confesso que quase me aconteceu. Diante das circunstâncias, escolhi acreditar, embora tropeçando a todo momento em pedras de toda natureza, enfrentando desafios, sutilmente eu seguia o meu caminho. Ainda assim, houve um tempo que desisti de procurar emprego, pois estava cansada de ouvir Não. Hoje afirmo com convicção que tenho amigos, naquele tempo, tudo era mais dificil.
Continuei calmamente persistindo e apesar de tudo não deixei a peteca cair.
Entretanto Deus via as minhas lagrimas e parecia chorar junto comigo e isto me aliviava. Muitas vezes eu tive pena de mim mesma.
Trabalhei com vendas, mas não deu certo, o momento não era propicio. Quando então pedi a Deus que me ouvisse, e como sabia que Ele jamais deixa de nos ouvir: Eu o pedi:
Que me fizesse entender Seu querer, pois sobretudo o meu desejo era servi-lo na função que O agradasse, e que estava certa de que no momento certo Ele iria cumprir o Seu propósito em minha vida.
Quando então me aliei ao ex-esposo e hoje prevalece entre nós uma amizade firme, e embora separados sabemos que podemos contar um com o outro principalmente nas dificuldades.
Cheguei a acreditar, mas cuidadosamente, em falsas promessas, ainda bem, pois não passaram de promessas.
Naqueles tempos terríveis fiz inúmeros concursos, em alguns, aprovada, mas inutilmente.
Até que... quando nem me lembrava mais, fui chamada para ocupar uma vaga de um concurso que havia feito a quase quatro anos atrás.
Eu acredito, tenho plena convicção de que Deus é a razão de tudo em nossas vidas, no tempo Dele o socorro vem, Ele conhece desde a eternidade cada pensamento nosso antes mesmo de pensarmos, Ele muitas vezes permite que algo inconveniente nos aconteça a fim de que aprendamos a exercitar e viver a Fé diariamente. E quando o fardo é pesado Ele nos ajuda a carregar, basta que O peçamos com humildade. Se não for por nosso merecimento, com certeza será pela Sua Graça, pela Sua Misericórdia.
Hoje vivo agradecendo a todo instante, e estou certa de que muito propovavelmente, após um ano, viajarei para matar a saudade da família que tanto amo e há tanto tempo não vejo se Deus quiser, é claro! E Ele quer porque Ele é BOM.
Abraços.

3 comentários:

  1. Olá, Josina.
    Seguramente eu não seria a pessoa mais indicada para lhe oferecer conforto espiritual, eis que minha religiosidade está sufocada há muitos anos.

    Mesmo assim, por tentar ser alguém que procura ser gentil, respeitoso, amável, achei por bem escrever-lhe algumas linhas.

    Se porventura, por acidente ou má condução de algum diálogo, eu magoar alguém, sou eu quem mais sofrerá por ter cometido tal ato, involuntário.

    Os percalços que me acompanharam, nessa caminhada terrena, embruteceram o meu espírito, tornando-me duro, quase insensível à dor.

    Para ter uma idéia disso, minha filha, agora com quase 24 anos, me viu chorar pela primeira vez quando da morte de minha mãe, retirada à força de nosso convívio, por um motoqueiro deslumbrado, um dia antes da véspera do Natal de 2008.

    Por segundos, há muitos anos, eu escapei de acidente automobilístico fatal. Em uma cirurgia de melanoma maligno, escapei de ter linfoma na corrente sanguínea, por apenas 1 milímetro de onde houve a remoção de material com o bisturi. No primeiro caso eu gelei. No segundo eu ria do cirurgião quando ele entrava em desespero pela quase fatalidade.

    Agora o mais me tocou, poucos sabem e é a primeira vez que escrevo sobre isso, foi em um dos meus trabalhos, no início da carreira em 1976. Eu estava sendo eletrocutado e eu senti (não sei que expressão ficaria melhor para descrever) uma pergunta no subconsciente: se eu queria morrer naquele momento. A resposta, para mim mesmo foi que não. Então eu caí e me salvei. Tenho marcas no braço e na mão para me lembrar daquele momento.

    Nossas vidas são permeadas de surpresas. Muitas delas sendo boas, outras nem tanto.

    Temos um desígnio a cumprir durante nossa existência. Só não nos é esclarecido o conteúdo de nosso projeto de vida. Vamos vivendo a vida, só isso.

    Vamos fazendo o bem. Outros ao contrário.

    Eu me alegro vendo uma flor desabrochando. Já cultivei muitas. Ser recebido pelos meus cachorrinhos (tem as fotos no blog: www.zerguipfleger.blogspot.com), quando chego em casa, do trabalho, me pacifica.

    Em contrapartida, me irrito com a bandidagem, com motoristas infratores, com a corrupção que grassa em nosso País.

    Eu sou um pouco impulsivo, talvez até inconseqüente por não mensurar previamente o risco que minhas inserções escritas poderão ocasionar.

    Uma coisa é certa; eu não tenho medo.
    Procuro usar minha inteligência e experiência para o bem comunitário, apesar de que tenho o discernimento de agir de forma a não ser chamado de tolo ou ingênuo. Às vezes podem ocorrer escorregões, mas levantamos e seguimos em frente.

    O que importa é deixarmos um legado de serenidade, de respeito aos valores corretos, de arraigar bons sentimentos aos entes que compartilham nossas vidas e, principalmente, aos que têm as mesmas informações genéticas em suas veias.

    Para você o ato de chorar alivia. Para mim é o escrever que desafoga a angústia. Temos que cuidar bem de nossas vidas, para ajudar a cuidar dos que nos seguirão.

    Tudo de bom para você e sua menina.
    Zergui

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  2. Zergui,
    Bom dia!
    Maravilhosa a tua postagem!
    Sao "lições de vida" que muito nos acrescentam.
    Confesso que suspirei fundo, vejo que tenho muito o que aprender contigo, o quanto és uma pessoa equilibrada e sabes no entanto, que todas as coisas acontecem no tempo certo. Lamentavelmente, para o nosso apredizado, precisamos passar por durezas na vida. Mas comodiz a Zibia: Nada é por acaso!
    Oportunamente quero acompanhar melhor as suas ideias e manifestar, o meu ponto de vista, se me permites.
    Estou indo para o trabalho,falaremos depois, mas antes quero ainda dizer que muito me enobrece o tempo que ocupaste aqui e muito contribuiu para para me deixar melhor, especialmente no dia de hoje.
    Brigadão meu amigo!
    Abraços.

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  3. Legal!
    Que bom que vc encontrou a sinceridade de minha palavras.
    E o melhor é que elas tocaram com suavidade os seus sentimentos tão aflorados.

    Muito me preocupava usar de expressões inadequadas, que pudessem vir a sensibilizá-la ainda mais.

    Fique sabendo que sou uma pessoa muito simples e que se sente bem quando pode ajudar alguém que precise.
    Ao contrário, e você já deve ter percebido isso em meus escritos no Interativo, sou implacável com as pessoas que não respeitam aos seus semelhantes.

    Qualquer manifestação sua, a ser futuramente recebida, mesmo sendo contraditória às minhas idéias, serão sempre recebidas com muita expectativa e muito carinho.

    Posso lhe garantir que eu abri meu coração, com serenidade, quando lhe endereçei as linhas iniciais.

    Agora eu sinto um aperto no peito, mas é como se fosse motivado por um abraço fraterno, cheio de energias positivas, por saber que o seu dia brilhou um pouco mais.

    Brigadão a você, minha amiga.

    Abraços.
    Zergui

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